quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)
Leia mais no site: http://www.revistasustentabilidade.com/.
Dicas para o consumidor
· Sempre que possível, leve sua própria sacola (de tecido ou de fibras vegetais, por exemplo) ao supermercado, à feira ou à padaria;
· Para o destino do lixo doméstico, utilize sacos próprios para isso. Eles são recicláveis, ao contrário das sacolas de supermercado;
· Não substitua o saco de lixo de sua casa todos os dias, a fim de economizar. Mesmo a reciclagem requer o uso de energia e água, recursos que devem ser usados com racionalidade;
· Pressione o supermercado e a padaria de sua vizinhança para que promovam as sacolas não-descartáveis.
Embalagem inteligente
Trabalho infantil
www.oitbrasil.com.br
Apoio a projetos de educação
www.porummundomaisfeliz.com.br
Empresas, Desenvolvimento e Ambiente
www.manole.com.br
Se o funcionário não faz o horário de almoço, a entidade tem que pagar hora extra?
PL das Filantrópicas
www.senado.gov.br
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Flamengo Sessentão, por Nelson Rodrigues
“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: — grande época! grande época! Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: — nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: — cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.
Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: — a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: — quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: — a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: — em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão.
Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: — não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.
Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a cami¬sa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juizes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”
Nelson Rodrigues
Publicado originalmente na antiga Manchete Esportiva, no dia 26/11/1955.
Guia gratuito no Twitter tira dúvidas sobre o próprio serviço de microblog
Fonte: http://www.scribd.com/doc/18384882/Manual-Twitter-Baixa-27-MB
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