quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)

A tão esperada retomada das negociações de créditos de carbono e os novos registros para projetos baseados em mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), por enquanto, terão de contar somente com as tecnologias já testadas, pois as inovações tecnológicas, saídas dos laboratórios, e os start-ups vão levar mais de uma década até serem incorporados, avaliou Maurek Jehee, superintendente da área de Estruturação de Ativos e Capitais do Banco Santander.

Leia mais no site: http://www.revistasustentabilidade.com/.

Dicas para o consumidor

Qualquer tentativa de mudança de comportamento deve levar em conta os hábitos dos consumidores. Ainda assim, algumas dicas são importantes:

· Sempre que possível, leve sua própria sacola (de tecido ou de fibras vegetais, por exemplo) ao supermercado, à feira ou à padaria;

· Para o destino do lixo doméstico, utilize sacos próprios para isso. Eles são recicláveis, ao contrário das sacolas de supermercado;

· Não substitua o saco de lixo de sua casa todos os dias, a fim de economizar. Mesmo a reciclagem requer o uso de energia e água, recursos que devem ser usados com racionalidade;

· Pressione o supermercado e a padaria de sua vizinhança para que promovam as sacolas não-descartáveis.

Embalagem inteligente

Formandos do curso de engenharia química do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) desenvolveram dois projetos que são novidade no mercado: um filme biodegradável, produzido a partir da fécula de mandioca, que avisa quando o alimento embalado está estragado, e um simulador de produção de biodiesel para fazer reação e separação do combustível. O filme biodegradável é uma embalagem de degradação rápida no meio ambiente, que pode ajudar a diminuir a dependência do petróleo, a exemplo dos convencionais filmes de policloreto de vinila (PVC). Produzida para embalar alimentos secos, como pães, salgadinhos industrializados e grãos, a embalagem é transparente e contém um indicador que muda de cor quando o alimento estraga. Se o alimento não está apropriado para o consumo, a embalagem fica vermelha. Para isso, foram adicionados na fórmula indicadores naturais de pH, no caso, suco de repolho roxo. Para dar flexibilidade à embalagem, os estudantes adicionaram na fórmula três agentes plastificantes: glicerol, açúcar invertido e sacarose.

Trabalho infantil

De acordo com estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 100 milhões de meninas trabalham em todo o mundo. Desse total, aproximadamente 53 milhões são vítimas de exploração sexual comercial e são submetidas ao regime de servidão, duas das piores formas de trabalho infantil. Esses dados estão no relatório Demos uma Chance às Meninas, e mostra também que, do total de meninas que trabalham, 20 milhões têm menos de 12 anos e a maioria realiza trabalhos agrícolas. No setor de serviços, que inclui trabalho doméstico, as crianças do sexo feminino representam 30%.

www.oitbrasil.com.br

Apoio a projetos de educação

Estão abertas até 21 de agosto as inscrições para a Seleção do Cartão Instituto HSBC Solidariedade, que apoiará projetos sociais de todo o país. Serão avaliados e selecionados 40 projetos educacionais que tenham o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes por meio do acesso escolar. Os projetos serão apoiados por dois anos e cada um deles receberá R$ 40 mil no primeiro ano e R$ 20 mil no ano seguinte. Poderão participar da seleção projetos sob a responsabilidade de organizações não governamentais como fundações, institutos e associações sem fins lucrativos legalmente constituídas no Brasil.

www.porummundomaisfeliz.com.br

Empresas, Desenvolvimento e Ambiente

No livro Empresas, Desenvolvimento e Ambiente: Diagnóstico e diretrizes de Sustentabilidade (148 págs., R$ 61), Gilberto Montibeller enfatiza aspectos sociais e ambientais e os insere na relação entre ações estratégicas empresariais e o cenário macroeconômico. Também aborda o macroambiente como referência para as decisões no âmbito das empresas e as ações destas que, por sua vez, possibilitam o desenvolvimento socioeconômico e ambiental. A obra é direcionada a especialistas da área de engenharia e gestão da sustentabilidade, bem como a estudantes e profissionais como administradores, arquitetos, economistas, advogados, entre outros.

www.manole.com.br

Se o funcionário não faz o horário de almoço, a entidade tem que pagar hora extra?

O intervalo para repouso ou alimentação deve ser de no mínimo uma hora, para que o empregado possa fazer a refeição e recuperar suas forças. Isso porque o artigo 71 da CLT determina a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação de no mínimo uma hora para qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda seis horas. Em seu parágrafo 4º, ainda autoriza o pagamento ao empregado de no mínimo 50% sobre o valor da hora normal de trabalho, quando o referido intervalo não for concedido, sendo esse inclusive o entendimento da Orientação Jurisprudencial 307 da SDI-I do Tribunal Superior do Trabalho. É importante, nesse sentido, que as organizações fiquem atentas ao cumprimento do que determina a legislação vigente.

PL das Filantrópicas

O projeto de lei do Senado, que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social e regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social (PLS nº 462/08), pode ser incorporado à proposta do Executivo que trata da mesma matéria (PL nº 3.021/08). Atualmente, o primeiro projeto tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, e o segundo encontra-se na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. De autoria do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o PLS nº 462/08 foi apresentado como forma de contornar a medida provisória nº 446/08, que alterava as regras para a certificação de entidades beneficentes de assistência social.

www.senado.gov.br

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Flamengo Sessentão, por Nelson Rodrigues

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: — grande época! grande época!

Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: — nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: — cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.

Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: — a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: — quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: — a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: — em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão.

Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: — não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.

Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a cami¬sa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juizes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”

Nelson Rodrigues

Publicado originalmente na antiga Manchete Esportiva, no dia 26/11/1955.

Guia gratuito no Twitter tira dúvidas sobre o próprio serviço de microblog

Livro digital em português traz desde dicas básicas a mais avançadas. Leitores poderão ajudar a atualizar o conteúdo da obra colaborativa.

Fonte: http://www.scribd.com/doc/18384882/Manual-Twitter-Baixa-27-MB

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