terça-feira, 29 de abril de 2008

Ser Humano ou Ser Profissional

Por Luciana Dantas

Por várias empresas onde passei havia sempre um adepto do seguinte discurso: eu não levo problemas do trabalho para casa e vice-versa; aqui na empresa eu sou profissional. Ao dizer aquilo o sujeito enchia a boca e estufava o peito enquanto eu tentava imaginar o tipo de mágica necessária para se conseguir desassociar o pensamento de ambientes tão intimamente ligados.
Como dizia a mestra Maria Schirato: você conhece alguma mãe que sai de casa contente para o trabalho ao deixar o filho na cama com 38 graus de febre? Você conhece algum profissional que volta para casa sorrindo, depois de levar uma babada inesquecível do chefe na frente dos colegas?

Assim como é no trabalho é na vida pessoal. Ambos demandam por responsabilidades, metas e objetivos, avaliações, solução de problemas e conflitos de toda ordem, negociações o tempo todo. Em casa é melhor, pois temos o direito de levantar um pouco mais tarde e trabalhar de cueca, se as esposas deixarem. E geralmente, com jeitinho, elas não contrariam.

Em todas as minhas palestras tenho defendido a indissociabilidade do ser humano no mundo pessoal e no profissional embora existam limites para ambos. É difícil acreditar que alguém possa ser diferente utilizando-se da mesma mente, repleta de histórias e de vícios, e do mesmo corpo.
Em outro artigo mencionei o caso de milhares de pessoas que saem de casa na segunda-feira, descontentes, já pensando na sexta-feira, com a terrível sensação de que a semana será um verdadeiro inferno. Apenas para relembrar, se isso acontece com você, possivelmente você está no lugar errado. Por essas e outras razões é que o imperdível happy hour faz muito sucesso. Ali, você está livre da hostilidade corporativa e pode até praticá-la utilizando-se do suave veneno comumente destilado nas mesas de bares e restaurantes na ausência do patrão, do chefe e dos desafetos.

Todos os dias, a despeito da infinidade de problemas que surgem com freqüência em sua vida, o ser humano tende a vestir a máscara da hipocrisia. Como sua mente não está preparada para ver somente o lado bom das coisas nem para se render diante dos fatos que parecem óbvios, e para os quais se exige boa dose de humildade, ele sai de casa imaginando o que fazer para evitar o encontro com o chefe ou para terminar aquele projeto que há mais de um mês foi solicitado ou ainda quando encontrar o colega com o qual ele não possui a menor afinidade – de fato, eles se odeiam, porém é melhor sorrir para manter o espírito de equipe.

Particularmente, acredito pouco nas pessoas e nos profissionais – e os profissionais são pessoas - que se dizem diferentes em casa e no trabalho. Tenho em mente a imagem daquele sujeito que foi eleito o empresário do ano, o líder do ano, o político do ano, a personalidade do ano, entretanto, sua vida pessoal é o caos. De dia sorri para a equipe, de noite enche os filhos de palavrões.

"Na ocorrência de coisas desagradáveis entre vizinhos, o medo chega rápido ao coração e exagera o efeito na outra parte; mas ele é um mau conselheiro e todo homem é na verdade fraco e na aparência forte. A si mesmo, ele parece fraco; aos outros, formidável.", afirmava Emerson.

Se "somos aquilo que fazemos repetidamente" e repetidamente nossa maior preocupação é concentrar energia no sucesso alheio e nos defeitos alheios, não importa o ambiente em que nos encontramos, seremos sempre personagens movidos ao equívoco permanente, com pouca capacidade de discernimento e com tendência ao pré-julgamento, na ponta da língua e no fundo da mente.

O mundo espera muito de nós, portanto, é necessário manter-se fiel ao nosso elemento de vida, a verdade. Quando você se mantém fiel a si mesmo e a consciência está em sintonia com o seu coração, as decisões fluem com mais naturalidade e senso de justiça. Neste caso, não importa o campo de batalha.

Convenhamos, é extremamente difícil ser justo e manter a tranqüilidade sob pressão, quando o emprego está em jogo, quando as contas estão vencidas ou quando a família está desunida. Poucos de nós foram treinados para enfrentar as adversidades com a serenidade que tanto almejamos. E ainda exigimos firmeza e equilíbrio por parte dos filhos, dos amigos e dos colegas. Nem sempre aquele que nos aconselha utiliza o mesmo conselho para resolver os próprios dilemas.

Todo ser humano é refém dos próprios pensamentos, portanto, todo pensamento é também uma prisão. Ele tem o dom de escravizar a si mesmo e de antecipar problemas que nunca acontecem da forma como imagina, o que o leva à demissão antes da hora, ao pré-julgamento, ao desequilíbrio físico e psicológico, ao sofrimento desnecessário.

Definitivamente, não há como separar o lado humano e o profissional. O que muda é a percepção do ambiente, a forma como abordamos determinados assuntos e os limites que conseguimos impor a nós mesmos para conservar o caráter e a reputação em ambientes distintos, mas complementares.

Depois de quarenta e poucos anos de vida, e muita martelada na cabeça, posso dizer que aprendi um bocado nesse mundo corporativo, motivo pelo qual divido com vocês algumas dicas que podem ajudá-lo a equilibrar os dois lados, com menos sofrimento e mais discernimento, se julgar conveniente aplicá-las por livre e espontânea vontade em sua vida pessoal e profissional.

Acredite ou não, elas funcionam muito bem se você tiver a humildade de olhar para dentro de si mesmo a fim de manter a integridade em ambientes que exigem, de maneira equânime, princípios e valores inegociáveis, caso contrário, isto não lhe servirá para nada. Pense no seguinte:

1) Você conhece milhares de pessoas, mas conta nos dedos aqueles que realmente pode chamar de amigos. Não existe esse negócio de amigos na vida pessoal e amigos no trabalho. Amigos são amigos e ponto final, no trabalho ou fora dele;

2) O ser humano é indissociável, portanto, as emoções da relação pessoal e profissional estão intimamente ligadas. Procure equilibrar os dois lados, pois ambos precisam de você e vice-versa;

3) Mais importante do que a pressão exercida no trabalho acredite, existe vida fora dele. A família te espera em casa de braços abertos, desde que você adote na íntegra o conceito de família; para onde você corre quando perde o emprego? Eu corri para os braços da minha querida esposa e dos meus filhos quando aconteceu comigo e, graças a Deus, fui muito bem recebido;

4) Não seja pedante e não deixe que a fama lhe suba à cabeça. Quanto maior o cargo, maior o tombo, mais difícil a recuperação. Poucos estão preparados para recomeçar a caminhada depois de perder o crachá, o plano de saúde, o vale-refeição e, principalmente, o sobrenome da empresa; no fim das contas, o que conta mesmo é o seu sobrenome de nascença;

5) Trate bem as pessoas, independentemente do nível hierárquico, o delas e o seu. Em cargos de liderança, se tiver que demitir alguém seja direto, gentil e transparente, mas não tripudie, é um momento difícil para ambos, a menos que você seja desprovido de hormônios;

6) Felizmente, o mundo corporativo sobrevive sem você, portanto, não o carregue nas costas nem se deixe escravizar por uma quantia de dinheiro que nunca será suficiente para compensar o tempo e a saúde que você perde enquanto tenta provar para a família e para o chefe o quanto você é capaz; entretanto, enquanto estiver a serviço de alguém, dê o melhor de si, seja leal e íntegro;

Por fim, lembre-se: não se trata de fazer a família entender o quão importante o trabalho é para você, mas o quão importante você é para a família e para as empresas que confiam no seu trabalho. Pense nisso, sofra menos, seja mais humano, mais ativo, constituinte e criador do mundo.

Pense nisso e seja feliz!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Miopia coletiva - Eduardo Giannetti

Qual é a relação entre contrair um empréstimo e o dilema de devorar uma sobremesa calórica? O que têm em comum as atividades do Banco Central e a decisão de consumir drogas? O economista Eduardo Giannetti da Fonseca enxerga em todos esses dilemas a lógica dos juros. Segundo ele, ao comer a sobremesa, desfruta-se o momento e pagam-se os juros depois, na forma de exercícios físicos. Para desfrutar alguns momentos de prazer extático, o drogado muitas vezes sacrifica seu patrimônio cerebral futuro. Torna-se agiota de si mesmo. Professor do Ibmec São Paulo, Giannetti acaba de lançar O Valor do Amanhã, uma das mais valiosas e legíveis obras já escritas sobre um assunto tão complexo e aparentemente árido como os juros. Sua tese central, exposta na entrevista que se segue, é a de que o mecanismo dos juros encontra similar na vida cotidiana das pessoas, na crença religiosa e até no metabolismo humano. A mesma lógica define o comportamento dos indivíduos e das sociedades.

As que atribuem valor exagerado ao presente sujeitam-se a juros elevados. As que se preocupam demais com o futuro deixam passar boas oportunidades de investir e desfrutar o presente. Integrante do primeiro grupo de países, o Brasil padeceria do que Giannetti apelidou de miopia temporal – uma anomalia, alimentada pela impaciência, que leva o país a subestimar os desafios
ambientais e sociais e a tentar resolver tudo a carimbadas e canetadas.

Veja – Como o senhor concluiu que o pagamento de juros não se restringe ao mundo das finanças?

Giannetti – As leis da economia descrevem muito bem o que ocorre na natureza. Não foi à toa que Charles Darwin, como ele próprio relata, vislumbrou a teoria da evolução lendo o economista Thomas Malthus. A luta para manter-se vivo e se reproduzir é uma forma de economia, e todos os
seres vivos, inclusive os vegetais, precisam de algum modo decidir entre usar recursos agora e poupá-los para o futuro. As folhas das árvores captam renda solar para formar um estoque de energia que produzirá frutos e sementes na estação propícia. Toda vez que se abre mão de algo no presente em prol de um benefício futuro (ou vice-versa) está implícita a ocorrência de juros.

Veja – Como se dão o acúmulo de poupança e o pagamento de juros no mundo biológico

Giannetti – Em várias situações. Toda vez que comemos em demasia, nosso organismo cria uma poupança automática na forma de gordura. Pode não parecer correto para quem quer emagrecer, mas, evolucionariamente, faz muito sentido. A existência dessa poupança na forma de gordura permite a um animal fazer um consumo pontual concentrado de energia sem precisar parar a fim de alimentar-se. Daí que o exercício físico “queima” gordura.

Mas essa poupança tem custos. Você perde agilidade, perde mobilidade e precisa mantê-la apta para consumo.

Mas traz benefícios. Serve de reserva para situações de atividade intensa e permite que um animal mantenha o nível calórico por algum tempo, mesmo que esteja atravessando um período de “vacas magras”. É o que, em economia, chamamos de poupança precaucionária.

Fonte: (Extraído da Revista Veja, 9 nov. 2005)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O MUNDO MACRO E MICRO DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI - 9/4/2008

Documentário alerta sobre a transmissão da dengue

Linguagem audiovisual tridimensional para a divulgação de informações sobre a transmissão da dengue. Com a iniciativa, o documentário O mundo macro e micro do mosquito Aedes aegypti – para combatê-lo é preciso conhecê-lo, dirigido por Genilton Vieira, chefe do Setor de Produção e Tratamento de Imagens do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), foi a única produção brasileira a participar do 15º Festival de Cinema sobre Medicina, Saúde e Telemedicina (Videomed), realizado em novembro na Espanha, recebeu menção honrosa da Associação Mundial de Filmes de Medicina e Saúde (WAMHF, na sigla em inglês) e participou do Festival de Cinema e Vídeo Científico do Mercosul (Cinecien 2006), que aconteceu de 4 a 7 de dezembro no Memorial Getúlio Vargas, na Glória, Rio de Janeiro.

Acessem o filme pelo site abaixo:

http://www.fiocruz.br/ccs/templates/htm/template_ccs/aedes_video/aedes_baixa.swf

Litros de Luz - acabou o risco de apagão!!!

video

O Jeito deles...

Muito bom!!!
Enviado por um colega arquiteto, que sempre exerceu função de engenheiro.


video

Fonte: Lucia Martins (Esta é Eng. mesmo! O arquiteto é amigo dela!!!)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Eu não concordo...


GOVERNO BOM É ISSO!

To falando que estes e-mails são ótimos...

GOVERNO BOM É ISSO! NO MUNDO NÃO EXISTE ADMINISTRAÇÃO COMO ESSA!!!

"KIT FALTA DE VERGONHA"

Vai transar? O governo dá camisinha.
Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou? O governo dá o aborto.
Teve filho? O governo dá o “Bolsa Família”.
Tá desempregado? O governo dá “Bolsa Desemprego”.
Vai prestar vestibular? O governo dá o “Bolsa Cota”.
Não tem terra? O governo dá a “Bolsa Invasão” e ainda te aposenta.

Isso sem falar do “Cartão Corporativo” para os Companheiros gastarem!!!

AGORA... Experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!!!

VOCÊ VAI GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!

PARABÉNS!!!

De mãe para mãe...

Outro daqueles e-mail...

Carta enviada de uma mãe para uma outra mãe em SP, após assistir noticiário na TV. Leia com atenção!!!

De mãe para mãe...

"Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.

Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos.

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.

Quero com ele fazer coro.

Enorme é a distância que me separa do meu filho.

Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.

Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto,inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo-locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...

Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo,o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da FEBEM!"

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS!!!

O que é de fato significativo?

Nem preciso dizer a quantidade de e-mail que recebo por dia... Mesmo assim, tento ler todos! O texto abaixo veio de um deles, este enviado por meu sogro, causando um bem-estar tamanho que acabou me motivando a publicá-lo aqui!

Segue...


O que é de fato significativo?

O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica vendo televisão, significa que...
está em casa!

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa, significa que...
estivemos rodeados de familiares e amigos!


As roupas que estão apertadas significam que...
tenho mais do que o suficiente para comer!


O trabalho que tenho em limpar a casa,
significa que...
tenho uma casa!

As queixas que escuto acerca do governo,
significam que...
tenho liberdade de expressão!


Não encontro estacionamento, significa que...
tenho carro!


Os gritos das crianças significam que...
posso ouvir!


O cansaço no final do dia significa que...
posso trabalhar!


O despertador que me acorda todas as manhãs significa que...
estou vivo!


Finalmente pela quantidade de mensagens que recebo, significa que...
tenho amigos pensando em mim!

QUANDO PENSARES QUE A VIDA TE CORRE MAL...
LEIA OUTRA VEZ ESTA MENSAGEM!!!

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